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Risco existe em 31 áreas PDF Imprimir E-mail

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Área no João Paulo é uma das que oferecem maior risco de desmoronamento, apesar das obras de contenção .

 

Ana Celia Ossame
Da equipe de A CRÍTICA

 

Após o alerta feito pelo presidente do presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM), Eduardo Lopes, sobre diversas áreas com risco de desmoronamento na cidade de Manaus devido a ocupação irregular, o secretário Municipal de Defesa Civil (Semdec), Ary Renato, garantiu ontem, em entrevista coletiva, estar monitorando, em parceria com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf), 120 áreas, das quais 31 áreas foram identificadas como de risco para esse tipo de acidente provocado por erosão subterrânea, as chamadas voçorocas. 

 

Ary Renato disse contar com o sistema de Geoprocessamento (GPS) para monitorar essas áreas onde há riscos de desmoronamento, inclusive no bairro de Educandos, Zona Sul, onde ano passado houve uma ocorrência dessas.
  
Numa das áreas monitoradas pelas autoridades, situada no bairro João Paulo, Zona Norte, há desentendimento entre os moradores de uma encosta descontentes com as obras de contenção realizadas pela Construtora NV, contratada pela Seinf, enquanto no bairro da Redenção a preocupação dos moradores não impede o lançamento de lixo nas áreas de encostas.
  
No total, 120 áreas de risco foram mapeadas pela prefeitura e Governo do Estado, que estão trabalhando em algumas delas onde o risco é maior. Ary Renato afirmou que a área de risco no bairro da Chapada, mostrada em reportagem de A CRÍTICA dá-se pela ocupação desordenada e irregular, o que muitas vezes não é possível evitar pelas autoridades. O local será visitado para que uma solução ao problema seja indicada.
  
Conflito
  
Numa das áreas de alto risco de desmoronamento, no bairro João Paulo, a construtora NV, contratada pela Seinf, já desapropriou sete casas para a construção de uma mureta de encosta e canaletas para o escoamento das águas. Mas os moradores que permaneceram no local reclamam contra o avanço no terreno deles, a destruição de fossas e a destruição da vegetação existente. “Está ficando muito ruim para quem ficou aqui”, reclama Elias de Arruda, 56, motorista, decidido a impedir qualquer trabalho da construtora na área restante do seu terreno. “Quanto mais eles avançam sobre nossas áreas, mais ficamos expostos a desabamento.”
  
O gerente de obras da construtora, Gilberto Fonseca, garantiu que a obra, composta por canaletas e muros de contenção, vai resolver o problema da encosta de onde foram retiradas algumas casas. Segundo ele, as demais foram avaliadas e não consideradas de risco pela Seinf. Gilberto prometeu consertar os estragos provocados nas fossas e que a obra, quando concluída, será suficiente para dar segurança aos moradores.

 

Fonte: Jornal A Crítica. Manaus, Quarta -feira, 06 de janeiro de 2010.

Foto: Antonio Lima

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