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Fiscalização no Pará apreende mais de 300 metros cúbicos de madeira |
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Uma fiscalização realizada na Reserva Extrativista (Resex) Gurupá-Melgaço, Pará, apreendeu mais de 300 metros cúbicos de madeira beneficiada e em toras extraída ilegalmente da unidade de conservação. Durante a operação, intitulada Entranha do Marajó e executada em março, foram aplicados R$ 283 mil em multas por extração ilegal, por destruição da floresta e por transporte sem licença ambiental.
A operação, que contou com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá, foi resultado de uma parceria entre Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ibama e Batalhão de Polícia Ambiental do Pará (BPA). De acordo com o analista ambiental na Resex, Rafael Caldeira Magalhães, amparados pelo Artigo 44 da Instrução Normativa (IN) nº 06/2009, do Instituto, os agentes inutilizaram o maquinário de madeireiras, como móveis do tipo Induspan.
Parte da madeira apreendida, cerca de 20 metros cubicos produto já beneficiado, estava numa embarcação. Outros 250 metros cúbicos de madeira beneficiada foram apreendidos juntamente com cerca de 50 metros cúbicos de toras. Os agentes de fiscalização embargaram uma serraria e destinaram, por meio de ato sumário, 60 metros cúbicos de madeira à Cooperativa Agroextrativista e para a prefeitura de Gurupá.
Rafael Magalhães disse que uma das principais missões da Operação Entranha do Marajó era a de combater a exploração ilegal de madeira na floresta, sobretudo, na região marajoara. Ele afirma que, desde 2009, o ICMBio e o Ministério Público Federal do Pará vêm recebendo denúncias de extração de madeira na área da Resex Gurupá-Melgaço.
“Essas denúncias mostravam que o patrimônio natural dessa unidade de conservação vinha sendo destruída por madeireiros externos à área, que a invadiam, exploravam as populações tradicionais, retiravam a madeira e a beneficiavam por meio de madeireiras móveis do tipo Induspan (com serras verticais e horizontais de rápida mobilidade)”, informa o analista ambiental.
Ibama faz soltura de 22 mil filhotes de quelônios em município do Amapá
O Projeto Quelônio da Amazônia (PQA), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amapá realizou, no último sábado, dia 1°, a soltura de 22 mil filhotes de Tracajás (Podocnemis unifilis). O evento se deu no município de Pracuúba (AP), distante 235 quilômetros da capital Macapá. As informações são do jornal Diário do Amapá.
A atividade de soltura dos filhotes está inserida no calendário anual do instituto. Os objetivos do PQA são recompor os estoques naturais da espécie e preservar o equilíbrio ambiental. O Projeto Quelônio da Amazônia já produziu mais de 2400 matrizes e 500 mil filhotes da espécie Tracajá, no município de Pracuúba.
Segundo o analista ambiental Rubens da Rocha Portal, que coordena o PQA desde sua criação, em 1985, a devolução dos filhotes de quelônios à natureza é resultado das atividades de proteção de seu habitat, monitoramento das matrizes em época de desova, translocação de ovos, monitoramento do processo de eclosão e manejo dos filhotes. Essas ações são desenvolvidas na base operacional em Pracuúba, que conta com 10 técnicos, atuando em regime de revezamento.
amazonia.org.br 
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